O ventre materno

O ambiente intrauterino

Sabe aquele lugar onde não existe problemas para se preocupar e nenhuma frustração? Um lugar quentinho, onde se fica embrulhado sem preocupações em dar e só acontece de receber? Pois é. Este é o ovo no qual o bebê se encontra: a barriga da mamãe.

Desde esse momento o bebê recebe oxigênio, tem seu espaço, seus nutrientes e alimentos. Este bebê está confortável em um ambiente aquático, escuro e quentinho durante 9 meses. O som presente é ambiente próprio da natureza de sua mãe, sem barulhos feitos por agentes externos. Está tudo abafado, longe dos problemas caóticos. Ele está em um mundo quieto onde tudo age com o próprio movimento da vida.

O espaço é sempre suficiente para o bebê, mesmo que sejam gêmeos. Ele pode se esticar à vontade, pois as células femininas foram feitas para esticar mesmo.

É importante ressaltar que no caso de gêmeos existe a competição entre eles desde o ambiente intrauterino e que vão levar isso adiante depois do nascimento. Isso é normal. Os bebês comparam seus espaços e vão disputar para ver quem nasce primeiro.

Como conversar com o bebê na barriga

Já ressaltamos na parte de banho de linguagem a importância da conversa com o bebê. Agora, é possível conversar com o bebê? A resposta é: sim, é possível. A comunicação com o bebê é feita com perguntas objetivas e fechadas e é combinado um código de comunicação entre mamãe e bebê. Às vezes o bebê é muito pequeno ainda, a mãe irá sentir apenas um estímulo ou algo vibrar, mas não sentirá o chute.

Se forem gêmeos, é importante avisar para os bebês que você vai conversar com um de cada vez e que cada um vai se manifestar em seu devido momento. Se um dia você começa falando com um dos bebês, no outro dia você deverá começar a falar com o outro bebê, caso contrário, ocorrerá já sentimentos de disputa.
Não é recomendado chamá-los de “primeiro” e “segundo”. Chame-os pelo nome. Avise-os que eles terão um irmãozinho na barriga da mamãe que vão poder brincar. A mamãe deve acariciar sempre os dois lados da barriga e o papai deve falar com os dois lados da barriga sempre, pois os bebês reconhecem se um som vem mais de um lado do que do outro.

A mãe deve se lembrar sempre de dizer tudo que está sentindo para os bebês, pois eles captam os sentimentos, a mãe sabe o que está sentindo e o porque, mas eles não e acham que o sentimento é deles e não entendem o porque que estão sentindo isso. Diga a eles sempre que isso não é um problema deles e que eles não precisam se preocupar e podem ficar tranquilos.

Durante as sessões de psicoembriologia a futura mamãe aprenderá as técnicas para conversar com o bebê de forma segura e com respeito.

A Individualidade de Cada Filho

Vocês sabiam que por mais que os gêmeos sejam idênticos fisicamente as impressões digitais dos dedos de cada um é diferente? Essas impressões são formadas através do contato desses bebês com as mãos na placenta.

O que será que podemos aprender com isso? A existência da individualidade de cada filho que deve ser olhada pelos pais. Cada bebê deve ser amado de uma forma diferente, olhado de uma forma diferente, pois afinal cada um é diferente.

Muitos pais de gêmeos costumam vesti-los iguais, pois são fisicamente iguais. Compram o mesmo capuz, a mesma roupa, meias com os mesmos desenhos, o mesmo sapatinho e ainda tudo com a mesma cor.

É preciso treinar a individualidade de cada bebê desde cedo. Eles precisam entender quando pequenininhos que eles não são iguais ao outro por mais que sejam iguais fisicamente. Se não, tudo fica embananado na cabeça deles.

É importante trabalhar a individualidade separando esses gêmeos em ambientes. Por exemplo, cada um deveria estar em uma sala diferente na escolinha futuramente com seus devidos amigos. Isso porque os gêmeos que sempre estão colados em todos os lugares, momentos e horas, têm uma tendência a não se separar em nenhum momento e não saber lidar com separações.

Ressaltamos também aqui o cuidado que deve ser feito em relação à divisão de brinquedos que devem ser diferentes para cada um. São nessas pequenas coisas que tratadas com cuidado ajudam a definir um futuro mais equilibrado e saudável para cada uma dessas crianças. Lembre-se ao cuidar dos bebês: eles vão crescer, vão ser crianças e depois serão adultos como você. Mas, neste momento, eles dependem de vocês.

A Conquista dos Pais

O bebê sempre fará de tudo para agradar os seus pais. Os filhos sempre buscam a atenção dos pais. As crianças são muito espontâneas nesse aspecto. A importância de olhar nos olhos do seu filho com amor, de dar afeto, contorno com os braços envolvendo o bebê é fundamental.

São esses pequenos movimentos que desenvolverão a criança no futuro para o bem. Elas precisam de carinho, de atenção. Hoje em dia muitos pais deixaram de ser cuidadores para serem gerenciadores. Ligam para a babá perguntando se os filhos já comeram, se já tomaram banho, instalam câmeras por toda a casa para ver se está tudo certo, mas esse bebê precisa dos pais de outras maneiras.

As presenças física e de alma são essenciais, pois, as crianças se reconhecem primeiramente através dos pais. Entretanto, uma mãe que se coloca como muito necessária acaba criando uma criança dependente. Todo o excesso é prejudicial. Devemos amar, mas não amar em excesso, pois, assim, seremos cegos demais e poderemos comprometer a vitalidade dos próprios filhos.

Agende um horário para obter maiores esclarecimentos sobre a terapia individual para bebês!

Cristina De Santis
Psicanalista e Psicoembrióloga
Celular: 11 94114-0101