O parto

A Simbologia do Nascimento. A Jornada do Herói

O ato de nascer é um ato de heroísmo. Imagine a jornada de um espermatozoide até o óvulo! E do óvulo percorrendo toda a formação do ser até o nascimento? Nascer é o resultado de uma batalha disputada por milhões. E os obstáculos para viver não são poucos. É um grande labirinto e esse herói precisará enfrentar e se esforçar muito para chegar onde quer.

O homem solta 500 milhões de espermatozoides a cada ejaculação. A maioria desses espermatozoides já morre nas paredes do canal vaginal por causa da acidez (ph) que se encontra ali para matar as próprias bactérias da região. Os espermatozoides que sobrevivem são os que vão pelo meio do canal vaginal em alta velocidade.

Estes vão para as trompas e fecundam o óvulo. Os que ficam nas beiradas acabam morrendo por causa da acidez. A fecundação ocorre 24 horas depois da ejaculação. Se o óvulo não for fecundado nas trompas, o óvulo cai no útero e não ocorre a gravidez. Esse óvulo vai cair em um buraco enorme e fundo.

A gravidez só ocorre quando o ovário está liberando o óvulo (período da ovulação). O espermatozoide vai ter que ter muita força para perfurar a parede do óvulo e entrar. Tem que ter muita vontade de viver. O que alimenta isso é o desejo. Antes de nos materializar, já existimos na mente dos nossos pais.

Se esse óvulo não grudar na parede uterina ele vai embora na menstruação. Ele precisa também ter muita força para grudar e muito desejo para nascer e não bobear em nenhum desses caminhos. No final, o bebê gerado vai passar por um corredor desconhecido: a vagina da mãe. Esse corredor o levará para um novo mundo.

Sendo assim, considerem-se e considerem seus filhos heróis vitoriosos. A luta para nascer não foi fácil, mas o desejo foi maior do que qualquer dificuldade que apareceu no caminho.

Parto Normal

O parto é um fim de um ciclo para a mãe e para o bebê. A mulher vai deixar de ter condição de filha para ter condição de mãe. É o momento que o bebê passa pela porta de entrada para o mundo.

Existe uma crença social de que o parto é carregado de dor e é inseguro. A questão é que as dores do parto desaparecem na medida em que a mulher as elimina de sua mente. Quem sofre mais no parto é o bebê e não a mãe.

O parto natural e normal é indicado. O próprio nome já revela: parto natural é o parto da natureza. É o parto mais espontâneo e fisiológico possível. A mãe não precisa ter medo da dor do parto, pois o parto faz parte da natureza da mulher. O corpo da mulher foi criado para suportar essa dor. Ela menstrua todo o mês para isso, para se preparar para uma gravidez.

As células femininas estão preparadas e sabem exatamente o que fazer na hora da gestação e do parto. Sabem para onde ir. Na hora do parto ocorrerá a dilatação necessária para o filho nascer. Não se preocupe. O bebê também sabe como proceder.

No parto humanizado a gestante é ouvida, e há o respeito ao tempo da mulher e do bebê. Pode acontecer no hospital, casa de parto ou no próprio domicílio. O bebê fica em contato com o corpo da mãe. Existe o apoio do pai que participa muito mais desse momento do que no parto cesárea.

O parto normal vai fortalecer a musculatura da vagina. Muitas vezes ocorre o que chamamos de parto de lavadeira, ou seja, parto sem dor nenhuma. O bebê é simplesmente “cuspido” com muita facilidade.

As contrações são necessárias para o bebê se sentir massageado e incentiva-o a ir “para a vida”. Ele está sentindo a harmonia do corpo da mulher com a harmonia dele de expulsá-lo dali. É como se fosse uma onda.

Pode ocorrer parto normal de gêmeos também. Não é porque são dois que já é preciso agendar parto cesariana. Como faziam as mulheres da idade média? Elas não tinham gêmeos? Pois então, investigue bem. Só faça cesariana em casos extremos e se os bebês estiverem em uma posição e cenário muito complicado para nascer.

O esforço de nascer do bebê é fundamental. Ele precisa ser ativo e não passivo. Nascer com o próprio movimento é nascer forte e com vida. Mamães, confiem na sua capacidade de parir!

Parto Cesárea

O Brasil é o país campeão em partos cesarianos no mundo. O que muitos pais não sabem é que esse tipo de parto envolve muito mais risco do que um parto normal. As complicações da cirurgia pós-parto são maiores. As mulheres buscam o parto cesariana por medo da dor e insucesso do parto. É mais cômodo fazer cesárea.

Hoje em dia os médicos precisam prescrever o motivo pelo qual estão fazendo o parto cesárea na mulher. Não é indicado. Os médicos obstetras têm medo e muitos não sabem fazer parto normal. As universidades investem no aprendizado do parto cesárea. Os mesmos não sabem virar um bebê na barriga assim como tirar o cordão umbilical do pescoço do bebê.

Pensem na situação do bebê. O nascimento dele já é um desafio por natureza e no hospital ele vai ser espetado pela agulha, recebe tapa na bunda, já nasce com uma luz forte nos olhos dele e muitas vezes até é fotografado com flash. Sente diversos toques de médicos diferentes que para ele são agressivos devido a sua pele sensível. É traumatizante.

Pós-Parto

Quando um bebê vem ao mundo, é essencial os pais darem a ele as boas-vindas e, principalmente, se forem gêmeos, respeitar a ordem de chegada de cada bebê. Mesmo sendo gêmeos, existe o filho que veio primeiro ao mundo no momento do parto (primeiro filho) e o filho que veio em segundo. Essa lei é da natureza e deveria ser respeitada.

Normalmente vemos nos momentos pós-parto que praticamente no mesmo instante que nasce o bebê, já o colocam direto no peito da mãe para mamar. Será que não seria melhor deixar esse bebê primeiro se adaptar minimamente ao novo mundo que ele está? É ideal esperar. Por que a pressa? Deixe ele explorar da sua maneira. De pouco a pouco, vamos conhecendo o mundo.

No momento que as mulheres têm um filho, elas se sentem sozinhas. Existe um vazio nelas, pois existe uma despedida de uma barriga que ficou 9 meses com um bebezinho dentro. Quando ela está grávida, toda a atenção familiar e de amigos é voltada para ela, mas no momento do pós-parto, esse cenário muda. Agora todos vão voltar a atenção exclusiva para o bebê.

É necessário falar sobre as visitas na maternidade. Existe a ansiedade de todos em conhecer o bebê, mas é preciso respeitar este momento triangular (de pai, mãe e filho). Cada tipo de toque é agressivo para o bebê. É essencial que pelo menos nos 10 primeiros dias este bebê fique no colo da mãe. Se ele for segurado por muitos, ele se sentirá perdido e perseguido.

Fotografias também são muito comuns em momentos pós-parto. As vezes o bebê acabou de sair da barriga da mãe e o pai ou médicos já estão tirando fotos na própria mesa de cirurgia. Vem o flash na cara do bebê, um elemento desconhecido perto do seu rosto. Quanto mais elementos naturais estiverem próximos do bebê, mais natureza existe nesse nascimento. Isso facilitará o desenvolvimento desse bebê. É preciso respeito e sensibilidade.

Agende um horário para obter maiores esclarecimentos sobre a terapia individual para bebês!

Cristina De Santis
Psicanalista e Psicoembrióloga
Celular: 11 94114-0101