O papel do pai

Sobre o corte do cordão umbilical

Existe toda uma simbologia marcante para o momento final de parto que é o corte do cordão umbilical. É através deste cordão que o bebê é nutrido de oxigênio, nutrientes e principalmente recebe os efeitos das cargas emocionais da mãe. Essas são passadas através da troca contínua de sangue entre mãe e filho pelo cordão umbilical.

São trocados por volta de 300 litros de sangue diários entre mãe e bebê durante a gestação.
O cordão umbilical também é o principal veículo de alimentação do feto. Sendo assim, a ligação de simbiose entre mãe e filho ocorre simbolicamente pelo cordão umbilical. É como se ele fosse todo um canal de comunicação e trocas entre mãe e filho. Este cordão simboliza também a ligação psíquica mente a mente.

No momento do parto, cabe ao bebê sair para a vida e a mãe sair da gravidez. Só que existe todo o sentimento de simbiose entre mãe e filho. Este movimento de saída para o mundo do bebê é facilitado quando o pai faz o corte do cordão umbilical. Simbolicamente a figura do pai representa a lei e o limite. O pai é a figura que apresenta o filho para a sociedade.

O corte feito pelo pai não é apenas um corte físico, mas um corte simbólico pois isso representa a separação de mãe e filho. A mãe já teve toda uma participação de gestação maior que a do pai. Agora é a vez do pai da criança atuar e mostrar que o limite é necessário. A mãe tem uma tendência muito maior a perdoar os filhos e tem mais dificuldades em dar limites. O parto humanizado sabe bem desse assunto. Por isso, já é recomendado o pai fazer esse corte.

No caso de cesariana a participação do pai em todo o processo já deixa de ter esse significado. Os médicos acabam tomando o lugar do pai e fazem o corte. Na humanização de parto o que é levado em conta é o ser humano. O pai fica ao lado da mãe o tempo todo, dando apoio a essa mãe em todos os sentidos. O cordão umbilical é cortado apenas quando parar de pulsar (10 – 12 minutos) para que se passe todos os nutrientes para o bebê. É reconhecido o “um passo de cada vez” e principalmente o respeito diante do pai, da mãe e do bebê.

O Pai e o Nome do Bebê

O nome é a identidade da pessoa, portanto simboliza o poder. Muitas vezes o marido e a mulher brigam e se desgastam por causa de escolhas diferentes para o nome do bebê. Vocês sabiam, papais e mamães, que o bebê também pode escolher seu nome dentro da barriga? Dentro da barriga existe um bebê que vive e se desenvolve. Ele está ouvindo tudo e com certeza vai ficar feliz por ver que o papai e a mamãe estão conversando com ele.

Muitas vezes acontece de o pai acabar sonhando com o filho ou até mesmo com o nome deste. Os sonhos são feitos de matérias do nosso inconsciente, o mundo dos mistérios. O nascimento também é um mistério, portanto porque não levar em consideração o nome que aparece nos sonhos?

A mãe consegue sentir o filho mais que o pai nos 9 meses de gestação. Sente o bebê, os movimentos, os chutes, as sensações de gestação e tem o poder de fazer crescer um novo ser para o mundo dentro da sua própria barriga. Já o pai não. O bebê acaba captando com maior intensidade a mãe que o pai. Sendo assim, porque não dar a chance do pai se sentir mais ativo nessa gravidez e fazer com que ele escolha o nome do bebê?

Levar em conta a opinião do pai é também ter respeito pelo filho, pois este é 50% da mamãe e 50% do papai. Converse com seu filho sobre o nome e veja se ele gosta ou não. Durante as sessões de psicoembriologia a futura mamãe e o papai aprenderão as técnicas para conversar com o bebê de forma segura e com respeito.

A Figura Paterna e o Lugar da Criança no Futuro

Como os pais são importantes nessa jornada de se ter filhos. Eles são o canal de apoio da mulher e do bebê diante de um cenário novo e desafiador. A interação do pai também é importante para o desenvolvimento da empatia e das habilidades sociais das crianças.

Toda criança quer um pai que a envolva, que brinque, tenha tempo e afeto. A vinda do bebê exige desse pai um aumento de responsabilidade, uma ansiedade em tudo que o bebê necessita, o suporte para dar à esposa e toda uma preocupação com a condição financeira.

Como dissemos, o pai tem o papel de lei. Deve ser respeitado assim como a mãe. Respeitar o pai é respeitar as regras. Um pai desrespeitado por um filho indica um filho desrespeitando as regras da sociedade lá na frente. O pai é quem coloca limites. Esse é o seu dever.

Seu papel de autoridade não deve ser perdido por nada. Ele deve ser firme em dizer não para essa criança quando necessário e ser um pai suficientemente bom. Se essa criança for tratada como majestade como são a maioria das crianças de hoje e só receberem sim, elas não vão saber lidar com o não lá na frente. E podem apostar papais, a sociedade vai dizer muitos nãos para seus filhos. Ela não é nada boazinha, todos sabemos disso.

Pais que amam em excesso acabam estragando seus filhos. Pais super protetores, controladores ou que não colocam limites estão criando um grande problema. Vida é movimento. Deixem seus filhos se movimentarem e fazerem suas escolhas, mas orientem sempre e exerçam o seu devido papel.

Um pai que está no seu lugar e uma mãe que está no seu lugar geram filhos que estão no lugar deles. Olhem para seus filhos. Olhem para frente. Trabalhem a reflexão. O pai deve ser maior que os filhos afinal são mais velhos e estavam no mundo muito antes deles. Não é recomendável pais brincarem no nível dos filhos em termos de idade. Eles viram amiguinhos dos filhos na fantasia e assim os filhos não vão privilegiá-los dessa forma. É importante os pais sempre ganharem dos filhos nas brincadeiras ou esportes. Os filhos têm que entender que vocês são maiores que eles. Isso é ter autoridade. Lembrem-se papais: os pais não são amigos, são mais que isso. São os pais. São referência.

No caso de um pai que fica muito ausente, a mãe deve sempre nomear o nome dele na frente das crianças. As crianças devem ouvir e saber o nome do pai. Essa imagem do pai não deve ser manchada por ninguém. Afinal, elas são 50% formadas por esse pai.

Agende um horário para obter maiores esclarecimentos sobre a terapia individual para bebês!

Cristina De Santis
Psicanalista e Psicoembrióloga
Celular: 11 94114-0101