A Busca de um Psicoembriólogo

Grécia antiga e as Gestantes

Os mitos nos ajudam a entender as relações humanas e guardam em si a chave para o entendimento do mundo e de nós mesmos.

Os símbolos de fertilidade estão em abundância nas representações antigas de pinturas em cerâmica, figuras talhadas em pedra ou feitas em barro, em mosaicos ou fundidas em bronze. O símbolo mais evidente é a figura feminina, como mãe grávida, amamentando o filho ou simplesmente com a criança no colo. Portanto, desde tempos imemoriais, é grande a importância dada ao período de gestação.

Na Grécia antiga, as atividades físicas eram supervalorizadas e havia uma crença de que apenas mulheres saudáveis e fortes fisicamente seriam capazes de dar à luz a bons soldados. Quando os homens faziam filhos com suas esposas, eles iam para a guerra enquanto as mulheres se isolavam durante o período de gravidez no templo de Atena.

Neste templo, ficavam isoladas de qualquer informação danosa e sem incentivos a terem qualquer tipo de preocupação desagradável. Andavam por jardins ao ar livre com seus bebês ao som agradável de liras, um instrumento de cordas.

Todo esse ambiente favorável facilitava o desenvolvimento do bebê. Os gregos sabiam e tinham toda a preocupação que estes bebês crescessem em condições favoráveis desde o ambiente intrauterino. Esses bebês seriam os futuros soldados da Grécia e teriam que ser questionadores, estratégicos, intuitivos e inteligentes. Sabiam que todo esse ganho futuro não viria apenas depois do nascimento. Já tinham o conhecimento intuitivo de que para se ter filhos saudáveis algo teria que ser feito diferente desde o período de gestação.

A psicoembriologia não faz parte da antiguidade, pelo contrário, é uma área da ciência muito nova, mas ela possui essa filosofia, essa raiz grega e a mesma orientação, que visa cuidar desde cedo dos bebês que serão no futuro crianças diferenciadas e preparadas para o grande desafio que é a vida.

O banho de linguagem

Nós somos seres de linguagem, portanto, é muito importante desde o início da gestação a mamãe conversar com o seu bebê. Você deve estar pensando: “Nossa, mas eu vou conversar com uma barriga?!” A resposta é sim.

Diariamente uma mãe troca mais de 300 litros de sangue com o bebê através do cordão umbilical e junto com o sangue circulam as emoções e sentimentos. Então, quando você mamãe passa por um momento de estresse intenso, você sabe o motivo, mas o seu bebê não sabe. Ele irá sentir um desconforto e poderá pensar: “Será que eu fiz alguma coisa para a minha mãe que a desagradou? “ A partir de agora, sempre que você passar por uma situação, seja de estresse por causa do trabalho, de tristeza ou de alegria, diga ao seu bebê o que está se passando para que ele não se sinta culpado por imaginar que está prejudicando a mamãe. Dessa forma você acalma o seu bebê, isenta ele de culpa e tira uma responsabilidade que não é dele.

Procure conversar diariamente com o seu bebê. Acredite, vocês têm muito para conversar. Sempre que possível, diga a ele o quanto você o ama e o quanto foi desejado pelo papai e pela mamãe. Procure dizer sempre a verdade, ser transparente para que seu filho possa confiar em você. Jamais minta para uma criança, no fundo ela sente e sabe exatamente o que está acontecendo. As crianças são muito sensíveis, elas têm como que um radar. Até os sete anos de idade estão muito ligadas às suas mães e captam tudo que está ao seu redor.

As crianças são tão sensíveis que por não conseguirem muitas vezes se expressar (às vezes elas são pequenas e ainda não falam) elas somatizam no corpo. Daí aparecem as doenças que muitas vezes os médicos não conseguem explicar. Esse é um bom motivo para nunca silenciar uma criança, por exemplo, oferecendo chupeta quando ela chora. A criança precisa de alguma forma expressar e colocar para fora os seus sentimentos e emoções e como ela não fala quando é bebê, então ela chora. Às vezes chorar um pouco é bom. Um pouco! Nunca se deve deixar uma criança chorando por muito tempo. Aproveite a oportunidade para conversar e deixar ela se expressar.

Procure sempre falar a verdade para o seu filho, pois mais tarde ele irá repetir isso. Uma criança criada em um ambiente de mentiras irá fazer o mesmo quando crescer porque ela aprendeu desta forma. Sempre olhe nos olhos do seu filho e responda o que ele está te perguntando de acordo com a idade. Não precisa florear com medo da pergunta. Seja direto e objetivo, pois é muito provável que o seu filho irá ficar satisfeito com a sua resposta. Se ele não ficar satisfeito, ele irá perguntar novamente.

Agende um horário para obter maiores esclarecimentos sobre a terapia individual para bebês!

Cristina De Santis
Psicanalista e Psicoembrióloga
Celular: 11 94114-0101